Japonês é tudo igual

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Toshiro ocupava uma posição estratégica numa empresa em Taubaté e, aproveitando um feriado prolongado, foi dar uma esticada nas boates da Capital. Por volta da meia noite, agarrado com duas gueixas e com a cabeça cheia de saquê, recebeu uma chamada no celular do superintendente da empresa:
– Toshiro, deu pau no sistema principal e se não voltar agora, pode esquecer o emprego!
Toshiro foi para a rodoviária comprar passagem para Taubaté. O guichê estava fechado e só abriria às 5 da manhã.
No meio do desespero, alguém sugeriu que comprasse uma passagem para o Rio de Janeiro e que pedisse ao motorista para deixá-lo na entrada de Taubaté.
Um ônibus sairia para o Rio em dez minutos.
Comprou a passagem e falou para o motorista:
– Eu preciso descer na entrada para Taubaté. Estou num fogo danado, mas queria que você me acordasse de qualquer jeito. Eu vou gritar, xingar, mas é o porre. Me jogue fora do ônibus de qualquer maneira: não posso perder meu emprego. Tome aí 20 pratas pelo favor.
Isso feito, Toshiro se afundou numa poltrona e dormiu. Acordou com o sol batendo na sua cara no centro da cidade do Rio de Janeiro.
Ficou puto da vida, xingou o motorista, desceu do veículo ali mesmo e continuou o escarcéu na calçada.
Uma senhora que passava comentou com o motorista do ônibus:
– Nossa! Como é sem educação esse japonês…
E o motorista:
– Esse não é nada. A senhora tinha que ver um que eu deixei em Taubaté…

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