Inicio Sem categoria À Beira Dágua – por Manuel Bandeira

À Beira Dágua – por Manuel Bandeira

0
0
433


À Beira Dágua

Dágua o fluido lençol, onde em áscuas cintila
O sol, que no cristal argênteo se refrata,
Crepitando na pedra, a cuja borda oscila,
Cai, gemendo e cantando, ao fundo da cascata.

Parece a grave queixa, atroando em torno a mata,
Contar não sei que mágoa inconsolada, e a ouvi-la
A alma se nos escapa e vai perder-se abstrata
Na avassalante paz da solidão tranqüila…

Às vezes, a tremer na fraga faiscante,
Passa uma folha verde, e sobre a veia ondeante
Abandona-se toda, ansiosa pelo mar…

E vendo-a mergulhar na espuma que a sacode,
Não sei que íntimo e vago anseio ali me acode
De cair como a folha e deixar-me levar…

Manuel Bandeira

Veja mais poemas aqui!

  • Procura-se um amigo! – Vinicius de Moraes

    Procura-se um amigo! Que saiba conversar de coisas simples… Preciso de um amigo para não e…
  • Poema de amor: Amor em Paz – Vinícius de Morais

      Amor em paz Eu amei Eu amei, ai de mim, muito mais Do que devia amar E chorei Ao sentir …
  • Filtro solar… no rabo!

    Vocês lembram daquele vídeo lançado anos atrás com Pedro Bial dando … uns conselhos …
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais em Sem categoria

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também:

Procura-se um amigo! – Vinicius de Moraes

Procura-se um amigo! Que saiba conversar de coisas simples… Preciso de um amigo para não e…